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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

I Can't Watch This! (Again)

Jack Frost (FROST, JACK), 1997
de Michael Cooney
escrito por Michael Cooney e Jeremy Paige

No começo do filme, já se percebe a porquice. Prestem atenção nos créditos iniciais do filme, e vejam que eles em nenhum momento se levaram a sério. Graças a Deus.

Jack Frost (Scott MacDonald) está sendo levado para a prisão. Ele é um assassino procurado, e morrerá na cadeira elétrica. A viatura tem alguns problemas de percurso (como bater em um caminhão levando ácido) e Jack escapa. Mas quando está prestes a matar o motorista do carro, é atingido por todo o ácido, nos proporcionando uma das cenas mais porcas e mal feitas da história do cinema...


O famigerado Jack Frost, antes do banho de ácido


O problema é que ele se funde com a neve, e vira um ser feito de neve, que pode se derreter, e tal, e se locomover na forma de H2O. Simplesmente escroto.

O herói do filme é um policial tiozão da cidade, Sam (Christopher Allport) que tem sua família e tal, e um filho, Ryan (Zack Eginton), que cozinha mais do que o comum para uma criança. E isso não significa que ele cozinhe bem... Só que ele cozinha muito.


Sam, o herói policial, tiozão e pai de família


Bom, Jack Frost sai matando o povo da cidade como já é esperado. As mãos de Jack são mãos com luvas de forno, sabem aquelas de pegar bolo? O boneco de neve é feito de espuma. Uma das mulheres que morre é claramente um manequim, enfiado em luzes de Natal. Jack enfia a cara da mulher nas luzinhas da árvore, e ela fica toda enfeitada. É incrível.


Jack Frost em sua forma mais feita de espuma


Nesse filme aparece a eterna peladona Nadia de American Pie, Shannon Elisabeth, uma safada. E faz papel de safada, como em 90% dos filmes em que participa. Jill Metzner (Shannon) e um carinha invadem a casa do tiozão policial para meter lá (Pô, tanto lugar, vão na casa do policial?). A menina sobe as escadas para tomar banho (na casa dos outros?) e o carinha fica sozinho na cozinha. Adivinham o que acontece? Bom, com o cara morto (com um pedaço de gelo, sabe tipo estalactite?), resta Jill (mulher safada sempre morre). Ela está lá na banheira, e Jack congela a banheira. Depois tira a cenoura do nariz, coloca em... hm... um lugar estratégico, digamos, e trepa com a menina. Imaginem a cena e vocês verão como isso é ridículo. Daí, ela morre. Meio sem sentido, mas essa é a participação dela no filme...


Nossa querida Shannon Elisabeth, ou Nadia, de American Pie... Perto de sua morte


Chamam Agente Manners (Stephen Mendel), do FBI, e seu assistente Stone (Rob LaBelle) para ajudar a pegar Jack. Como se mata um boneco de neve? Com secadores de cabelo!. Sim, sim sim. Mas a besta não morre. Aí eles abrem uns inseticidas e fecham todas as portas, para tacar fogo no lugar onde estão. Dá tudo certo, o bagulho explode. Mas Jack só fica meio atordoado. Jack mata uns aí (isso inclui os dois do FBI, sendo que Stone foi o criador da bagaça que fez Jack reviver. Enfim...) , e sobram apenas o policial e seu fiote. Eles entram no carro, mas lá está Jack. Com nada a fazer, eles tacam um bolinho que o moleque tinha feito, e Jack começa a derreter. O babaca tinha posto anti-congelante no bolinho, para o pai não sentir frio, se o comesse. Que gênio... Sam, comece a bater em seu filho, por favor.


Acho que isso exemplifica a porquice do filme... Jack pronto para comer Stone


Aí eles enchem a carroceria da caminhonete de anti-congelante e dão um jeito de jogar o Jack lá. E fim, ele derrete. Colocam ele num recipiente e enterram... Mas pelo final, parece que haverá uma sequência... E há! Jack Frost 2: Revenge Of Mutant Killer Snowman, de 2000. Infelizmente, ainda não o achei em nenhuma locadora. Se for achado, pode ter certeza que estará aqui em breve...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

I Can't Watch This!

O Ataque Dos Tomates Assassinos! (Attack of the Killer Tomatoes!), 1978
de John De Bello
escrito por John De Bello e Costa Dillon

O Ataque Dos Tomates Assassinos é o início de uma saga com tomates que matam gente, que teve quatro filme (e há rumores de um quinto vindo aí). Tudo começou em 1978...

Se você é fã de filmes trash, já deve ser familiar com esse filme, então deve estar acostumado com pessoas correndo da câmera, enquanto alguém joga tomates (normais ou gigantes de papel maché) atrás delas.
O filme conta a história de quando os tomates se revoltam e começam a... bom, matar pessoas.


Mason Dixon, herói do filme. Olha a cara do figura.


Mason Dixon (David Miller) é chamado para conter esse ataque, e com ele é recrutado um time nada normal: um especialista em mergulho (que não tira a roupa de mergulho, e sua única cena de destaque é ele mergulhando numa fonte em praça pública), uma especialista em natação (que tem o corpo da Preta Gil, e com esteróides como se fossem cereais matinais. Acaba morrendo), um especialista em disfarce (esse é o melhor! Infelizmente, acaba morrendo quando, infiltrado no acampamento dos tomates disfarçado como um deles, faz a infeliz pergunta "Passe o ketchup?") e um especialista em... Bom, um especialista. Esse é Lt. Finletter , um cara vestido de paraquedista que anda por aí arrastando seu pára-quedas (aberto) e com uma espada na mão.


Uma das cenas memoráveis do especialista em mergulho.


A repórter Lois Fairchild (Sharon Taylor) vai atrás de Dixon e Finletter, procurando informações sobre os tomates assassinos. Lois é tão feia, mas tão feia, que sua maquiagem devia incluir um saco de papel, se é que vocês me entendem. A função dela é ser "a gostosa" do filme, mas não cumpre nem um pouco seu dever.


A comida preferida da especialista em mergulho.


Jim Richardson (George Wilson) é o porta-voz do presidente que faz de tudo para provar ao mundo que os tomates são bonzinhos, e vai numa agência de publicidade tentar manipular a opinião pública. Um dos motivos colocados nos comerciais para os tomates serem apreciados pelo povo é "Tomates maiores fazem pizzas maiores"!


Infelizmente, esse foi o fim do nosso especialista em disfarces... "Passe o ketchup?"


Bom, Jim tenta matar Dixon para que sua operação a favor dos tomates continue, mas Finletter aparece com sua espada (e seu pára-quedas aberto, óbvio) e mata o Sr. Jim Richardson. Então, permanece o mistério : o que pode parar os tomates? Dixon percebe depois que os tomates são vulneráveis à chatíssima música "Puberty Love" (um hitzinho no filme, tipo um "Tô Nem Aí", uma coisa irritante que faz sucesso). Então, ele toca "Puberty Love" e depois pisa em todos os tomates, junto com uma multidão de loucos.


Finletter com a "linda" Lois Fairchild.


A repórter é então encurralada por um tomate com protetor de ouvidos (??????). Dixon mostra a partitura da música (??????²) para ele, que encolhe e morre. No fim, para dar um ar mais clichê ao filme, Lois e Dixon se apaixonam, mesmo sem terem trocado uma palavra durante o filme.


O tomatão com tapa-ouvidos, encurralando Dixon e Lois.


Curiosidade: A música "Puberty Love" foi o primeiro trabalho de Matt Cameron, que hoje é baterista do Pearl Jam! Quem diria, hein? Bizarro! Se alguém se interessar pela letra traduzida do tema (que gruda na cabeça e não sai mais) do filme e da maravilhosa "Puberty Love", é só pedir, que eu faço um post com as letras e suas traduções...


"Puberty Love", nem os tomates, nem os personagens, ninguém aguenta.